26 fevereiro, 2007

YHWH e a ESSÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO

Quando paro e reflito sobre os detalhes criativos e organizacionais do Criador do universo (YHWH), o Todo Poderoso "Eu Sou", percebo um nível intransponível de inteligência que nenhum ser racional (homo sapiens) na terra seria capaz de nem sequer aproximar-se. Tal é o grau de infinitude da grandeza deste poder. Notoriamente isto pode ser percebido antes mesmo de nos depararmos com a Bíblia: basta só observar a organização de toda a fauna, flora e biodiversidades de seres existentes no planeta terra. Pare e pense. Será que tudo isso surgiu de uma explosão de átomos e prótons apenas? Agora vamos a Bíblia: Ao observarmos a matriz da origem, ou seja, quando a palavra (logos) do "Eu Sou" tornou-se ativa através da própria ação que culminou na própria criação a partir de Gênesis 1, será se não dá para vermos nisto tudo um Deus organizado, desde sua criação? E será que hoje toda a natureza não é um reflexo do que é a glória do "Eu Sou" (YHWH) manifesta pela sua criação? Sem falar que tirando o desequilíbrio da natureza provocada pelo próprio homem, podemos observar através dela sob um prisma criacionista num mínimo um espetáculo de poder, inteligência, e organização.

E ainda tem pessoas querendo servir a esse Deus de qualquer forma. Igrejas querendo anarquisar a ordem correta e organizada da interpretação bíblica, provocando uma onda de inversão de valores. Mas o que isso tem haver com a criação? Leia os primeiros dois capítulos de Gênesis com calma e entenderás um pouco melhor sobre a essência da organização de YHWH.

17 fevereiro, 2007

Carnaval até nos tempos de Moisés!

Ao observar de longe esta "festa do carnaval" que a propósito, herdada de festas e cultos pagãos do passado, e que leva as pessoas a uma espécie de "compulsão antinomianista", ou seja, se rebelam contra todo e qualquer valor, princípio ou mesmo lei que regem e norteiam nossa cultura moral onde estamos inseridos.
Aqui no Brasil é assustador o quanto as pessoas perdem o senso dos limites e se lançam de forma desenfreada as orgias e práticas promíscuas danosas ao comportamento da sociedade.
Não obstante, a esta tão terrível realidade, ao nos reportarmos a Bíblia encontraremos fatos similarmente proporcionais. Basta observar em Êxodo 32, quando o povo já cansado de esperar seu líder Moisés que estava no monte falando com Deus. Não havia completado nem quarenta dias, e o povo logo decidiu adorar a outro deus. E Arão o representante de Moisés em sua ausência concorda e até ajuda a fazer a tal imagem; e sai um bezerro de ouro.
Após isto o povo é conclamado a fazer um dia de holocaustos, chamando até de dia do Senhor. Em seguida divertem-se a vontade! Originalmente isso tem um significado ainda mais forte - a total entrega do povo aos deleites e apetites carnais.
Isto nos leva a refletir na degradação moral do homem sem Deus. É o resultado da rebelião do homem com seu Criador. A morte espiritual é implacável e condenatória ao homem. Por isso ao observar este fato bíblico acontecido a mais de 3.000 anos atrás, nos leva a repensar o quanto a humanidade continua a mesma. Propensa ao mal e consequentemente distanciada de Deus. Felizmente foi manifestada a Sua Graça em Cristo Jesus para nos livrar deste tão sombrio estado de pecado. . "...Aquele que estiver em pé cuidado para que não caia." (Paulo a igreja em Corinto)

07 fevereiro, 2007

Autoconhecimento: O Paradoxo da relação com Deus!

A ciência moderna através da psicologia está investindo pesado na propagação da premissa de que o homem precisa se autoconhecer para melhor viver. Entretanto, nos séculos passados antes da psicologia propriamente dita a filosofia já era a grande plataforma do autoconhecimento através da gnose ou sabedoria, que se trata nada mais do que o próprio conhecimento. Diga-se de propósito que a filosofia foi e ainda é um grande campo de estudo e pesquisa da psicologia científica atual.

Mas quando falamos de gnose, conhecimento ou sabedoria que desemboca na própria filosofia, partimos de quais pressupostos?
Faz-se necessário entendermos irremediavelmente qual a origem filosófica do homem. Isto nos remete ao ponto crucial da história humana pós-criação - a opção do homem em conhecer o bem e o mal em sua própria perspectiva. Ou seja: No momento da conseqüente atitude de provar do fruto do conhecimento do bem e do mal, nasceu aí a meu ver o marco filosófico do próprio homem.

Explico:

Com esta atitude o homem adquiriu o conhecimento do bem e do mal como está explícito na Bíblia: “Então disse o SENHOR Deus: "Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal."” Gn 3.22.

Partindo deste princípio verificamos que desde então o próprio homem, em conseqüência, instituiu por assim dizer o conhecimento com base em sua própria plataforma elucubrativa. Isto por si só já caracterizou um rompimento em sua relação com Deus. Pois a partir desta desconciliação com Deus, o homem passa a ter como único pressuposto ele mesmo. Isto é, antes tinha Deus como Seu criador e Senhor; depois de provar do conhecimento do bem e do mal passa a “Senhor” do seu próprio saber, tentando se igualar a Deus.

Portanto o autoconhecimento denomina-se em síntese em um conhecimento humano, limitado e corrompido. E, por conseguinte, pressupõe-se presunção e arrogância conseqüentes de um estado pecaminoso originado pela desobediência do homem. As palavras do Apóstolo Paulo expressam em suma o paradoxo entre a filosofia, psicologia e em seu bojo o autoconhecimento e Deus:
“... falamos de sabedoria entre os que já têm maturidade, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada. Ao contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória.” I Cor 2.6,7

24 janeiro, 2007

Compre uma mensagem!

O mercado está em alta. As vendas estão aquecidas. A bolsa de valores disparou numa ascendência assustadora. Calma! Não se trata de ações de empresas e nem de cotação cambial. Mas de uma prática sem precedentes no meio evangélico: A venda de mensagens. Nestes dias vi em uma emissora de tv um pregador pregando um de seus sermões, e no canto do vídeo tinha a legenda: "compre já esta mensagem". É impressionante quando olhamos para um sem número de pregadores(?) que atualmente comercializam suas mensagens por todos os meios possíveis e disponíveis no mercado. Sob a alegativa de que trata-se de um ministério, vários deles apelam para a boa fé e credulidade do povo dizendo-se seguidores de Jesus. Estes que vestidos de ovelhas não passam de lobos mercenários da palavra de Deus. São verdadeiros assaltantes da fé de um povo que tenta seguir um evangelho pregado por Cristo. Mas que tipo de evangelho que Jesus pregava? Sem muito esforço basta observar com que simplicidade, objetividade e despojado de qualquer ambição financeira Jesus pregava os seus sermões. Os registros bíblicos são enfáticos quanto a postura de Cristo no que tange aos seus procedimentos a sua manutenção financeira, que consistia no voluntariado das pessoas. Algumas mulheres abnegadas que seguiam e ajudavam financeiramente a Jesus, como Joana e Suzana; são um exemplo de voluntariado. Mas em nenhum instante vemos Jesus vendendo sermões ou insuflando o povo a comprar seu evangelho como mesmo um modo de ajudá-lo. Evidentemente que o capitalismo daquela época não era tão selvagem como hoje. Porém a avareza, ou seja, o culto a mamom(riquezas) existia intensamente. Foi por isto que Jesus ao contrário, incentivou aquele jovem rico a vender todos os seus bens e dar aos pobres. Este jovem talvez tentou "comprar" uma mensagem de Jesus, mas o mestre não correspondeu suas expectativas. Sua postura indubitavelmente ainda continua a mesma. Pois não mudou e jamais mudará!

23 dezembro, 2006

Natal?


Lembro-me que na minha infância e até adolescência neste período de dezembro até meados do dia 25 era comemorado o nascimento de Jesus. Fazia-se até peças teatrais na igreja sobre o nascimento virginal de Cristo. Entretanto, mais que isso era comemorado a vinda do Messias em forma humana à terra.

Teologicamente falando não vemos nem uma alusão neo-testamentária e pós-igreja apostólica na Bíblia relacionada a comemorações do nascimento de Cristo. Claro que estou me referindo aos fatos após a assenção de Jesus aos céus. Mas o fato é quanto a relevância desta data para nós cristãos. Será se precisamos do natal para lembrar que Jesus nasceu e um dia veio a este mundo como homem? Já respondendo, penso que de certa forma sim. Explico:

Embora muitos advogam a abolição do natal, visto que esta data como sabemos, historicamente é oriunda de práticas pagãs. No entanto, se partimos do ponto de vista que nós humanos somos tendentes a esquecer as verdades contidas nas escrituras sagradas e abadoná-las facilmente, pelo nosso estado decaído de pecado, logo podemos concluir tentando buscar uma coerência de que não foi a toa que Jesus recomendou os seus discípulos a celebrar a Santa Ceia em memória dEle até que Ele retornasse. Porque em memória? E porque temos que celebrar a Santa Ceia? Percebam; o natal em si para muitos relembra bons momentos apenas. As vezes presentes, Papai Noel (origem pagã), "amor e paz", ceia e peru de natal com a família.

Mas fundamentalmente esta data tem um valor muito mais significante. Independentemente se Jesus nasceu em outubro como advogam alguns, outros em novembro (diga-se de passagem o calendário judaico diferia e ainda difere do calendário das demais culturas); o fato é que Jesus veio ao mundo, nasceu, viveu e morreu, ressuscitando para dar vida a nós por sua vitória sobre o pecado. Não importa se foi em dezembro. O que importa é que esta data é apenas mais uma oportunidade de comemorarmos e relembrarmos tão marcante evento para a humanidade: o nascimento de Jesus Cristo. O grande exemplo disso foi a festa dos pastores, dos magos e dos anjos nos céus.

Apesar de cada vez mais lamentavelmente esta data tem tornado-se um momento comercial para o mundo capitalista, com o papai Noel como garoto-propaganda do marketing do natal, prefiro manter o mesmo espírito natalino que tinha na minha infância e adolescência, e ser mais grato a Deus pelo nascimento de seu Filho Jesus. Obrigado Deus, pelo teu amor, que nos amou de tal maneira que deu seu único Filho!

Viva o natal e a redenção de Cristo Jesus!!

21 dezembro, 2006

A Pregação Cristã e o Antropocentrismo


Sabemos que Jesus recuperou nEle mesmo o estado original do primeiro Adão antes de sua queda. Portanto o único acesso do homem a Deus, se dá por meio de Jesus Cristo. Não restando nenhum mérito ao homem por nada que faça como que fazendo um favor a Jesus. Tudo a partir de Cristo é Graça e ao mesmo tempo Juízo. Entretanto, estamos presenciando um período complexo no meio evangelical, onde pregadores apoiados por pastores e líderes, estão lamentavelmente num frenético comercio de pregações "pré-cozidas" do tipo "fast food" a gosto do "fregês". Pregações cujo o pregador e seus jargões, clichês, técnicas emocionais e até cacoetes são o grande destaque. Enquanto Jesus, embora enfatizado durante os sermões, não passa de um "pano de fundo" ou figura "mitológica" diante do pregador. Pois este sim é o "ungido";o "atalaia"; o "grande homem de Deus";"o santo homem de Deus"; e uma infinidade de adjetivos que o elevam a um patamar, que só os sacerdotes e profetas do Antigo Testamento tinham exclusivamente. Ou seja: a pregação cristã parece está perdendo em alguns redutos, principalmente nos pentecostais e neos (não excluindo os demais redutos tradicionais), a noção da verdadeira pregação. Que não é antropocêntrica, isto é, em torno do homem, mas puramente cristocêntrica, a partir de Jesus e com Jesus, que pela sua graça transmite as verdades claras e intrínsecas do seu Evangelho através da Sua palavra.

13 dezembro, 2006

Somos "Pecadores"

Quem bater no peito e disser que não peca está mentindo. Herdamos uma natureza pecaminosa e por isto dependemos cem por cento da Graça de Deus. É ela quem nos faz mais humano no sentido original da palavra. Isto é, em Cristo nos tornamos um "Adão antes de pecar" e consequentemente alcançamos uma comunhão mais estreita com Deus através de Cristo. Porque na realidade, Deus nos olha no prisma de Jesus pois Ele sim, venceu o pecado.

Homem algum teria como vencer o pecado se não fosse a intervenção da Graça Divina através de Cristo Jesus. Parece óbvio para alguns o que estou falando, porém, vez por outra nos esquecemos do nosso estado natural de homem pecaminoso. Não obstante, o fato de esquecermos a nossa incipiência, queremos muitas vezes resolver, julgar e setenciar questões e pessoas como se fôssemos um ser auxiliar de Deus; um super-homem; ou um deus mesmo. Só o fato de agir assim já denunciamos o estado deplorável que nos encontramos. Mas graças a Deus que em Jesus nos encontramos, nos resolvemos e nos achamos, pois Ele nos faz recuperar nEle mesmo o estado original perdido por nosso primeiro ancestral, Adão.
Portanto, não adianta bater no peito e dizer que não peca. Pois tendemos a isso. Só não vivemos mergulhados no pecado. Vivemos sim revestidos com o Sangue de Jesus que purifica os nossos pecados. Ai de nós se não fosse Jesus. É por isto que tem muitas pessoas por aí se achando imbatíveis e intocáveis; cuidado! Isto mostra a arrogância "espiritual" de alguém que não quer admitir que é frágil e pecador.
Eu lhe pergunto: você fez ou arriscou fazer pão algum dia? Se sua pergunta for positiva, mesmo assim não quer dizer que você é um padeiro, concorda? Pois o padeiro é aquele que vive na prática de fazer pão. Assim somos nós "pecadores", ou seja, pecamos sem se programar para pecar, mas não vivemos na prática do pecado. Moral da história: Aquele que está em Cristo não é mais "profissional" do pecado, embora enquanto estiver neste corpo terreno nunca esqueça sua "profissão".