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03 agosto, 2008

A tradição do culto na "Igreja"

Veja bem, vou apenas introduzir um assunto que tenho observado ao longo dos últimos tempos sobre esta questão da tradição do culto na "Igreja".

Quando fala-se sobre o culto no domingo qual é a idéia que vem na sua cabeça?...

Exatamente! Se você seguiu a velha lógica da tradição, pensou possivelmente num culto bem formatado nos padrões de sua denominação, seguindo aquela liturgia domingueira de sempre.

Mas o que seria afinal culto na acepção da palavra...

Só é culto se for na "Igreja"? e o que é de fato Igreja?

Bem, na acepção segundo os dicionários, culto seria basicamente uma reverência respeitosa a uma divindade. No nosso contexto cristão seria o culto ao nosso todo poderoso Deus. Já a acepção da palavra igreja seria basicamente um grupo de pessoas.

Mas então quer dizer se cultuar a Deus de forma elementar começa com uma atitude de reverência; só valeria este culto na "Igreja" ( de preferência aos domingos)?

Partindo desta visão, teria-se pela lógica ( "na prática") um Deus para se cultuar apenas na "Igreja" ao domingos como manda a tradição. Apesar que teoricamente tudo parece perfeitamente normal e de acordo com a Bíblia. Será?

É aí onde muitos estão se equivocando na sua espiritualidade. E vivem uma hipocrisia disfarçada.

Parece que se tem receios de está com Jesus na integralidade da vida. Numa linguagem psicológica seria o inconsciente dizendo mais ou menos assim:

"Basta ele está comigo só aos domingos para me dá forças para enfrentar o resto da semana. Não quero que ele se meta nas minhas vontades pessoais, nos meus planos, enfim, nas minhas atitudes do meu cotidiano...na verdade não quero que Ele veja os meus pecados. Deixa para domingo na Igreja...lá Ele vai sempre está a minha espera e no final eu peço perdão, e está tudo resolvido".

Ah.....isso é uma típica espiritualidade gnóstica....que sorrateiramente tem minado a fé de muitos!!

É por isso que admiro cada vez mais a teologia integral de Jesus. (com o perdão da redundância)

Será se não está na hora de você e de nós todos revermos os nossos valores espirituais de culto a Deus?

Até breve.

Só a Deus toda glória!

23 julho, 2008

O Perigo da Tradição Engessada!

Nesses últimos dias tenho refletido bastante sobre alguns pontos do nosso dia-a-dia evangélico.

Sem querer fazer aqui juízo de valor de forma generalizada, observo que muitos dos chamados nominalmente "evangélicos" carregam uma tendência moralista muito séria.

Obviamente que quando estou falando de moralismo, refiro-me a alguém que busca uma moralidade com base na "sua própria justiça".

Estas pessoas muitas vezes carregam esse virtual moralismo desde a infância imbutido nas tradições de seus antepassados.

O problema algumas vezes não reside propriamente na tradição em si, (que por sinal existem muitas tradições boas). Mas no engessamento dela em detrimento a uma realidade potencialmente dinâmica e progressiva. Ou seja: em outras palavras, seria buscar viver num século 21 como se estivesse no século XVIII. É como se faltasse a semântica dessa tradição.

Mas o problema maior ainda não é isto.

O cerne do problema consiste em que esses "evangélicos" vivem um tipo de espiritualidade que não é autêntica e nem tão pouco real. Pois vivem e apoiam sua "espiritualidade" numa tradição para depois usar como "pano de fundo" Jesus. Quer dizer: uma infeliz inversão de valores sem tamanho.

Por conseguinte, tornam sua espiritualidade num tipo virtual, sem efeito real por está atrelada a uma tradição que com o passar do tempo tornou-se engessada. Isso por tentar resistir ao tempo e a dinâmica da história.

Na realidade ninguém admite isso. Talvez você ao ler este post nem concordará comigo. Isto eu diria que é mais ou menos como aqueles problemas psíquicos que ninguém nunca aceita que tem. Só quando um dia se vai a um psicanalista e ele dá o diagnóstico real do problema; é quando só depois disso "a ficha cai".

Pegando o gancho do post anterior não seria isto um "pecado virtuoso"? Pois não queremos admitir que cultuamos nossas tradições, embora não abrimos mão dela em uma só vírgula?

Parece que é melhor engessarmos Jesus nela como se fosse uma moldura; do que ao contrário disto, que seria dá liberdade a Jesus para Ele dá vida a tradição.

Deste modo, muitos "evangélicos" vivem similarmente como muitos "católicos apostólicos romanos" que não abrem mão de seu culto a "a sagrada tradição da Igreja". Por consequência, vivem com seus pretensos discursos moralistas em nome de um Jesus que não conseguem segui-lo e nem muito menos vive-lo, gerando um modo religioso hipócrita como se fosse o caminho da salvação.

voltarei depois com mais...

05 julho, 2008

Aparentemente distante, porém, perto...

Neste último mês de junho, embora parecendo está longe aqui do blog, estive muito perto.
Sinceramente preferi acompanhar muita gente visitar esse blog de várias partes do mundo.
Na realidade, dei um tempo para fazer uma espécie de balanço em alguns assuntos que tenho tratado aqui. E depois de conferi-los, creio que estes foram e são de extrema relevância para uma reflexão em torno de uma autêntica espiritualidade cristã a partir do escritor e dos leitores deste blog.

Mas, entretanto, já estou me preparando para em breve retomar os embates e discursões teológicas construtivas. Sobretudo na perspectiva da missão integral, que é o grande marco teórico desse blog.

Vou dá só uma palhinha:

Nesses últimos dias tenho tentado dialogar com minhas leituras diárias que geralmente as faço. As mais recentes são em torno de princípios teológicos desde os vétero-testamentários aos neo-testamentários. "Criando debates" entre os pensamentos de Ralph L. Smith e T.W. Manson sobre a nossa vontade na perspectiva do pecado. De fato, segundo Eichrodt, citado por Smith, o pecado é o resultado do nosso livre arbítrio; é o nosso ato livre. Por isso somos corruptos e corruptíveis em nossa vontade.

Faz-se necessário e imprescíndível nos revestirmos do caráter de Jesus para cumprirmos Sua vontade. Do contrário seremos reles hipócritas cristãos nos arvorando de uma fajuta espiritualidade que não passará de ideologismos, disfarçados de cristianismo.

Calma....é só uma palhinha!

Voltarei depois falando o assunto sobre o prisma de diferentes posições de pensamentos e comportamentos atuais.

Aguardem..

30 maio, 2008

Livre Arbítrio e Espiritualidade - Uma Perspectiva da Missão Integral na Origem e Queda do Homem

O homem tem de fato o livre-arbítrio? Se tem, foi Deus que de fato o deu? Como resolver o dilema do livre-arbítrio humano?

Bom, é claro que se nem John Calvino e Jacob Armínios conseguiram entrar num acordo quanto a esse tema, muito menos eu ousaria a tanto.

Entretanto, através do meu TCC que fiz ano passado (2007) desejo iniciar um embate equilibrado na busca de um ponto de equilíbrio dentro do que é verdadeiramento na prática e a luz da teologia bíblica, o livre-arbítrio. Porém, numa perspectiva cristológica sob o prisma da missão integral; tentando achar uma verdadeira espiritualidade, que nos auxilie num crescimento consistente de vida espiritual diante de nosso Criador através de Jesus Cristo.

Assim sendo, como prometido no último post, segue abaixo e nos nossos links preferidos ao lado, a publicação de meu TCC na internet.

Crêio que servirá para no mínimo refletirmos sobre nossa espiritualidade a partir da missão de Jesus enquanto esteve como homem aqui na terra; e qual missão de fato deixou para nós.

http://www.scribd.com/doc/3166932/livre-arbitrio-e-espiritualidade