06 março, 2011

O PERIGO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DA FÉ (continuação)

O Evangelho em si é tão simples e prático que dispensa qualquer engendração humana. A essência da proposta do Evangelho de Jesus reside tão somente a partir dos relacionamentos sinceros, puros e amorosos entre homens e mulheres que creiam nEle.
"...Porque onde estiver dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles." (Mt 18.20)
Estas palavras nos remete a última parte da música de João Alexandre descrita no último post:
Que vença, mesmo que haja desavença, todo aquele que
Repensa na crença da onipresença de Deus
Sejamos coerentes, transparentes, reluzentes,
Conscientes, todos crentes que somos os filhos seus
Na rua, no trabalho, na escola, na loja, na padaria,
No posto, na rodovia, na congregação
Que haja em nós o mesmo sentimento: que Deus habite em
Nosso coração!
 Esta é a Igreja proposta por Jesus. Livre e desimpedida por "instituições" de homens para seguir o Espírito Santo.
" O Vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito." (Jo 3.8)
 Esta é a fé desinstitucionalizada, isto é, a Igreja que não é limitada ou delimitada por mãos de homens; mas é regida pela soberania de Deus em Jesus através do Espírito Santo, que a orienta segundo o Conselho de Sua Vontade. Vontade esta que será sempre boa, perfeita e agradável em qualquer situação da vida:
"Na rua, no trabalho, na escola, na loja, na padaria,
No posto, na rodovia, na congregação"
 É desta forma que a simplicidade do Evangelho nos constrange a viver. Livres das amarraduras da religião mascarada de instituição.

continuaremos o post em outra ocasião......

07 fevereiro, 2011

O Perigo da Institucionalização da Fé

Para começar este tema trago a letra de uma música do cantor João Alexandre. Um dos poucos que ainda considero no meio evangélico.

Nela está uma sintética tese em forma de poesia do que estamos enfrentando hoje no meio das Igrejas (denominações) pelo Brasil a fora, e porque não dizer no mundo: "A busca da instuição pela instuição". Ou seja: Jesus é o Senhor virtual; pois de fato o "Senhor "é a instituição com seu estatuto e "R.Is". Parece que se faltar estatuto a Igreja se desgovernará. O resultado disso resume-se na primeira parte(letra vermelha) da letra da canção que segue abaixo, pois na última parte (letra azul) de forma sábia e suscinta o autor da composição aponta para a Igreja "desinstitucionalizada", isto é, a prática da fé integral que se encontra além das paredes de uma religião (ou instiuição eclesiástica); mas em todos os lugares, âmbitos e situações da vida.

Ali é o lugar ideal pra quem quiser se esconder e ser
Mais um na multidão
Ali é onde os homens se abraçam mas na hora de pagar o
Preço, lavam as mãos
Ali é onde todos se encontram mas acabam se perdendo
Por achar que são invencíveis
Ali não há lugar pra tristeza, pra angústia, pra dor
Ou pra gemidos inexprimíveis
Deus não habita mais em templos feitos por mãos de
Homens
Deus não será jamais acorrentado às paredes de uma
Religião
Deus não habita mais em templos feitos por mãos de
Homens
Deus não será jamais enclausurado na escuridão de quem
Ainda tem um coração de pedra

Ali ninguém conhece a essência, tão somente a
Aparência de viver em comunhão
Ali é onde os loucos se entendem, onde os sábios se
Prendem ao valor da tradição
Um falso paraíso presente, um fanatismo distante, um
Cristianismo sem direção
Ali é onde todos proíbem, onde todos permitem, onde
São assim, nem "sim" nem "não"

Que vença, mesmo que haja desavença, todo aquele que
Repensa na crença da onipresença de Deus
Sejamos coerentes, transparentes, reluzentes,
Conscientes, todos crentes que somos os filhos seus
Na rua, no trabalho, na escola, na loja, na padaria,
No posto, na rodovia, na congregação
Que haja em nós o mesmo sentimento: que Deus habite em
Nosso coração!

Autor: João Alexandre

Continuaremos o tema em outro post. Aguardem!

16 janeiro, 2011

Nosso Habitat está Ameaçado



Este video bem humorado e inteligente de Marcos Botelho, retrata um pouco  da consciência cristã de uma pessoa que tive o prazer de conhecer e conviver um pouco com ele. posso dizer que essa já é uma das vozes proféticas desta geração pós-moderna falando sem máscaras, indo direto ao ponto chave das questões.

Bom, obviamente que fora isso o que interessa mesmo neste post é o seu conteúdo. Então se você já viu antes este video considere que o nosso habitat natural aqui no Brasil e no mundo, o que o Marcos Botelho e nós costumamos chamar de meio ambiente, depende de nossas atitudes de preservação. Caso contrário a médio e curto prazo teremos mais dissabores como este último do Rio de Janeiro.

O Gemido da Natureza é Sentido no Rio de Janeiro


Tragedia em Teresopolis Região serrana do Estado do Rio. por estiloradical no Videolog.tv.

Ao ver este video parece ouvirmos os gemidos "das dores de parto" da criação. Dessa vez ecoôu em Terezópolis e Friburgo no Rio de Janeiro. Mas em todos os arredores da terra o gemido é o mesmo. O homem é o maior responsável por provocar a aceleração dessas dores. (Rm 8.22)

Precisamos plantar sementes de consciência ambiental urgente em nossos filhos. São eles amanhã que cuidarão ou não do habitat que Deus criou para nós - a terra.

É claro que alguém poderá com o seu "senso apocalíptico" dizer que é o final dos tempos.

Pode ser. Mas também pode não ser. 

O dia e hora do fim só Deus sabe. Não cabe a nós especularmos. Entretanto, enquanto não chega este dia ou esta hora vamos praticar a nossa responsabilidade ecológica, zelando pelo patrimônio que Deus nos deixou para cuidarmos.

Assim os nossos filhos além de colherem os frutos de tudo isso, serão menos irresponsáveis na preservação da natureza.

Jesus o primogênito de toda criação pode voltar a qualquer momento.....e assim como o senhor diante de seus mordomos,  irá exigir a prestação de contas diante de tudo que Ele criou e entregou nas nossas mãos.

Por outro lado este video também nos ajuda a enxergar o quanto a graça de Deus capacita homens e mulheres a sentirem a dor do outro. E concomitantemente nos faz sentir tão pequenos e impotentes diante da própria criação, obra de suas mãos anunciada pelo firmamento. (salmos 19.1)

Sola Deo Gloria

08 janeiro, 2011

A Máscara do Crente Igrejeiro


Nesses últimos dias tenho passado algumas situações no meio do povo igrejeiro que eu diria - são até hilárias! Iguais a foto ilustrativa acima. Só muda de endereço e talvez de credo; mas o espírito da religião é o mesmo.

São aquelas pessoas que se acham mais crentes que os outros e passa até aquele ar de superioridade sabe?!

Só porque vivem e seguem um padrão tradicional de doutrinas de homens baseado nos méritos e "virtudes", já se acham servos (as) do Deus Altíssimo, Santos Homens (ou mulheres) de Deus,  Crentes em Jesus, etc,etc, etc.

Estas pessoas vivem de sua reputação. Pois através dela devem aparentar pelo menos externamente o quanto são devotas e seguidoras de Jesus. 

Na realidade são escravas da reputação que elas construiram em torno de si mesmas. Esta reputação eu chamaria de máscara. Pois não passa de uma "roupagem ética", onde por fora tem toda uma aparência e uma pompa de verdadeira espiritualidade, mas por dentro vivem a mentira, o engano ou a farsa de serem o que não são.

Nas palavras de Jesus  referindo-se ao fariseus - "são sepulcros caiados".
É assim que basicamente funciona a máscara desse tipo de gente que se acha santo. De forma analógica, como a foto ilustrativa acima - posam com sua aparência de crente para promoverem  sua reputação de seguidores de seu credo. Seja ele Deus, Cristo, Alá, Maomé ou buda. A máscara de qualquer um deles funciona no crente igrejeiro.

Sola Gracia

24 dezembro, 2010

O Natal do Jesus "menino"

Esse é um dos períodos do ano onde a maioria das pessoas mais se entregam a um consumismo compulsivo e desenfreado. Tantos presentes de natal que as crianças ganham que até divinizam o Papai Noel. Jesus parece ser apenas um coadjuvante da festa. Seu nome é lembrado apenas por uma conexão histórico-religiosa. Algumas pessoas nessa época lembram-se até de ficar "boazinhas", embora que nos 360 dias restantes do ano são más ou fingem serem boazinhas. No fundo, no fundo são um bando de arrogantes transvestidos de politicamente - corretos.

Entretanto nessa data ao menos nos faz lembrar independentemente se foi nela ou não que o Jesus homem nasceu, viveu, morreu e ressurgiu para nos dá vida e vida em abundância. E um dos maiores exemplos que Ele enquanto esteve aqui fisicamente nos deixou foi o contato, o amor, carinho e a ternura pública para com as crianças. Num desses momentos céleres uma frase emblemática marcou um de seus discursos: "Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus". (Lc 18.16)

Isso nos deixa uma tremenda lição:

Quero resumi-la e encerrar este post através de um pensamento que achei muito interessante escrito por Leonardo Boff no seu twitter que diz  mais ou menos assim:  

"Todo menino que ser um homem, todo homem quer ser um rei e todo rei quer ser Deus. Mas Deus foi o único que quis ser um menino".

Que todos leitores deste blog tenham não só dois ou cinco dias festas "natalinas" apenas. Mas que o espírito do Evangelho do Jesus "menino" possa tornar os trezentos e sessenta e cinco dias do ano numa festa com banquetes espirituais abundantes em suas vidas!

Feliz 2011! São os nossos sinceros votos!

19 dezembro, 2010

A Religião falsifica e virtualiza a Espiritualidade através das Instituições

Partindo do princípio que não existe espiritualidade concreta fora de Jesus Cristo o nazareno, o que vemos a cada dia são instituições que se dizem cristãs ou evangélicas mas abraçam intensamente "estatutos, doutrinas e  dogmas institucionais" criados ou elaborados para fins ideológicos de uma denominação ou "organização ministerial".

Na prática isto passa a ser  a "fé institucionalizada". Ou seja: "Delimita-se" a ação do Espírito Santo nos moldes de uma instiuição. 

É como se engenheiros de computação desenvolvessem uma idéia que através de um software houvesse uma estrutura lógica capaz de armazenar, controlar, gerir ou gerenciar todo o andamento de uma instituição personalizada por ela mesma. Mas para isso se tornar prático seria necessário antes o desenvolvimento de um bom projeto algorítmo, que em cima dele funcionasse toda base lógica e funcional do software. 

Neste caso o software seria o dispositivo fundamental para dar "vida" a instituição. Sem ele a instituição não funcionaria a pleno vapor.

Fazendo uma analogia o software é a religião, os engenheiros são os chamados "sacerdotes da religião". Que hoje são apóstolos, pastores, bispos, padres e etc. O algorítimo seria a organização lógica ou sistemática de doutrinas, dogmas e tradições. A mecânica de funcionamento disso tudo seria o "Espírito Santo", isto é, Ele estaria delimitado dentro de uma plataforma instituicional por meio de ferramentas estabelecidas não a partir dEle, mas do sistema criado e implantado numa certa "organização eclesiástica" chamada de Igreja. E ainda teria o manual de instrução a ser rigorasamente seguido: Que seria o estatuto da instituição.

Ora, o que é isso senão a religião disfarçada de instituição como se fosse o canal da verdadeira espiritualidade?
À grosso modo é a religião engendrada por meio da instiuição da fé.

Nesse sentido a Bíblia, o livro sagrado dos "evangélicos" passa a ser como é o Alcorão, o livro sagrado dos mulçumanos.

E o que seria uma espiritualidade concreta em Jesus Cristo, passa a ser virtual e ilusória; mesmo usando o nome dEle para tentar legitimar seus atos.  

Com isso muitos se acham espirituais porque conhecem a Bíblia mas não conhecem o Jesus dela. Vivem em ambientes igrejeiros de uma instituição, mas na prática são tão individualistas e egoístas que só "exergam o Jesus institucional"

Em suma é isto que A RELIGIÃO provoca no ser humano: A falsa impressão de que vivem de fato uma espiritualidade autêntica. No fundo ela é apenas uma espiritualidade ARTIFICIAL ou VIRTUAL e portanto FALSA.

13 dezembro, 2010

Geração Harry Potter e Geração Jesus Cristo: Dá para conciliar?

No artigo passado escrevemos sobre a impressionante tragetória da série Harry Potter influenciando milhões de crianças e jovens nos últimos dez anos.

Nest post vamos falar da "conciliação" entre geração Harry Potter e geração Jesus Cristo. Será se dá para concliliar os dois?

Para os mais "piedosos" ou como gosto de chamar - para os "fariseus de plantão", isto seria um escândalo! Assim como para os fariseus nos tempos de Jesus que se escandalizaram vendo o mestre e seus discípulos sentado na mesa com os pecadores (na linguagem harrypotteriana: "trouxas"), isto é, com os publicanos (mercenários e corruptos). Mateus 9.11

Na contra-mão desses "piedosos" que na realidade podemos chamar de religiosos, buscamos entender este fenômeno Harry Potter não só como uma estratégia de "marketing do inferno", mas também como uma oportunidade para contrapormos  os mitos, enganos e valores distorcidos da série com a realidade e a verdade concreta em Jesus.

 Sendo assim, sob uma ótica da vida integral, ou seja, enxergando a espiritualidade na vida como um todo; os  "Harry Potters" e afins acabam se tornando ferramentas estratégicas para se proclamar o Evangelho. É aquela história de que o Apóstolo Paulo se utilizou de um santuário ao DEUS DESCONHECIDO e o usou como estratégia para tornar conhecido o verdadeiro Deus. Atos 17.23

Neste sentido, falando de modo particular não gostaria de proibir meu filho por exemplo se ele quisesse assistir ou mesmo ler Harry Potter. Desde que depois sentássemos juntos para conversar sobre o tema e abríssimos um debate sobre vários pontos e contrapontos à luz do Evangelho de Jesus.

É claro que isto só será possível dentro de um ambiente familiar que inspira, respira e transpira a consciência do Evangelho de Cristo. Do contrário será como dá uma droga para o filho experimentar e depois que ele se tornar dependente dela tentar esclarecer sobre os seus perigos.

Nos dois exemplos dados acima podemos chamar o primeiro de oferecer e exercer a liberdade com responsabilidade consciente; e o segundo é sua antítese.

A propósito, o Evangelho de Jesus implica em imputação de liberdade com responsabilidade a todo aquele que crer e segue os Seus mandamentos.

Gosto muito do conceito de Dietrich Bonhoeffer sobre liberdade e responsabilidade à luz do Evangelho de Cristo quando ele diz:

" Responsabilidade e liberdade são conceitos  que se correspondem. Responsabilidade pressupõe substancialmente - não cronologicamente - liberdade, e a liberdade só pode subexistir na responsabilidade. Responsabilidade é a liberdade humana dada exclusivamente no comprometimento com Deus e o próximo."

Desta forma, quando assistimos ou lemos Harry Potter não dá para obviamente conciliarmos o "caráter" de sua série com o caráter do Evangelho de Cristo. Mas certamente na liberdade que o Evangelho de Cristo proporciona podemos "conciliar" valores que reforcem o quanto o "mundo dos bruxos" é o mundo dos demônios e quanto o "mundo da magia" é o mundo da mentira e feitiçaria controlado por seu príncipe - Lúcifer. Este é o mundo jaz do malígno conforme escreveu João. I Jo 5.19

23 novembro, 2010

Geração Harry Potter e Geração Jesus Cristo: Quem ganha em influência nos últimos 10 anos?

No início da semana passada a revista Época veio com uma matéria de capa entitulada "Geração Harry Potter". A matéria trata da série de romances  da escritora inglesa J.K. Rowling que foi lançada em 1997, continuando suas publicações até 2007. Os números impressionam. De lá para cá  a série vem influenciando milhões de jovens e até crianças pré-adolescentes por todo o mundo. Só em exemplares de livros foram vendidos mundialmente 400 milhões. No cinema a série é um estouro de sucesso! Segundo a revista os seis filmes da saga já faturaram US$ 5,4 bilhões em bilheteria. Já é a franquia de maior êxito em 101 anos de existência do cinema. Simplesmente um fenômeno, segundo especialistas.

Além disto, a matéria da Época expôe 7 lições de Harry Potter: 1 .Agir com ética,  2. Adquirir conhecimento,  3. Lidar com a diversidade,  4. Usar a tecnologia,  5. Reconstruir a família,  6. Administrar a globalização e 7. Desenvolver a paciência.

O curioso nesta matéria é ver o crítico inglês Colin Duriez, estudioso das histórias fantásticas de C.S. Lewis (um dos grandes pensadores cristãos do século XX) defender Harry Potter. Para ele, a série é carregada de simbolismo. E isso tem uma função pedagógica: os jovens aprendem ética por meio de noções básicas. "As imagens do bem e do mal agora são parte do vocabulário das crianças de todo o mundo", disse Duriez.

Vamos nós:

A nova geração de dez anos pra cá deparou-se com uma realidade multifacetada por um mundo globalizado por valores cada vez mais relativos. São os nossos filhos que estão dando de cara com esta macro realidade cada vez mais difícil e complexa de ser administrada perante eles. Diante disto surge Harry Potter como um dos candidatos a senhor desta trama entre o inconsciente (mundo virtual) e o consciente (mundo real) coletivo da atual garotada. Quem é o bem e quem é o mal?  Qual o referencial para os dois lados? Qual o padrão a ser seguido? A ética é fundamentada em que valores reais?

Parece que dentro do mundo de Harry Potter tudo isso só tem sentido tomando o mesmo caminho que ele tomou - ser um bruxo, para encontrar todas as respostas e com elas alcançar o sucesso da vida. Do contrário será apenas mais um trouxa fora do caminho existencial. Sim, porque quem está fora do rumo dos bruxos, segundo os valores bruxológicos de Harry Potter, está desencaminhado na vida como um trouxa que não tem ciência da verdadeira realidade. O que acaba sendo uma provocação a todos que estão fora desta suposta realidade. Pois quem leu ou acompanha a série, no final sente-se como um demente mergulhado numa pateticidade sem tamanho; pois o ser no mundo de Harry Potter passa necessariamente pela escola de bruxos, onde lá encontra-se todos os referenciais para discernir o bem e o mal. Fora de lá é o não-ser, isto é, na linguajem coloquial da autora J.K. Rowling - UM TROUXA!

Tudo é muito sutil. Tudo parece encantador. Mas o pano de fundo disso tudo está no ardiloso plano luciferiano de "pregar o evangelho do inferno" de forma politicamente correta; porém com a máscara da ética entre o bem e o mal. Falando uma linguagem accessível a um público influenciável e a médio e longo prazo influenciador a outras gerações. Em outras palavras: Harry Potter é só mais uma semente malígna na história humana. Semeada agora no coração de uma geração pós-moderna que praticamente nasceu nos últimos dez anos.

Mas onde anda a geração Jesus Cristo? Cadê uma luz nesse momento de trevas? Onde os "trouxas" encontrarão refúgio se não forem bruxos como Harry? Estarão fadados a seguirem os passos de Harry Potter?

Parece que a religião tem sufocado boa parte desta geração dentro de suas respectivas "igrejas". De agentes influenciadores do Evangelho de Cristo  passaram a agentes hospedeiros de doutrinas de homens. E esqueceram do Evangelho de Jesus Cristo, o único que pode salvar esta geração da paranóia entre ser ou não ser um "Harry Potter". O resultado é um monte de "crentes" escondidos dentro dos templos em seus cultos pagãos em nome de Jesus.

Paradoxalmente acabam tornando-se em "crentes harry potters" os quais por frequentarem suas "escolas de bruxos" (as chamadas igrejas) acabam tratando mesmo que inconscientemente ou de forma consciente os não-crentes como "os trouxas". Só porque os "crentes" não são "pecadores" e tem que se isolar da realidade do mundo dos "trouxas", digo, dos não-crentes para não se contaminarem com o mundo deles.

Por que tornam-se assim?

Porque se uma Igreja que diz seguir Jesus não é efetiva e influenciadora com Seu Evangelho em meio a uma geração carente de verdadeiros valores, ela não pode ser reconhecida como Igreja de Jesus. Pode ser qualquer outra coisa, inclusive "escola de bruxos crentes" menos Igreja de Jesus.

E não estamos falando aqui de valores religiosos, tracionalistas, denominacionalistas...etc. Porque isto não é em si e por si a práxis do Evangelho de Jesus. Mas falamos de valores intrínsecos da verdade procedente unilateralmente de Jesus Cristo, capaz de desmascarar todo e qualquer engano ou mentira e mostrar de modo efetivo o caminho real e concreto do ser a ser vivido.

Na perspectiva paulina seria a tranformação de realidades provocada pela renovação de mente em Cristo, gerando uma consciência axiomática e comprobatória do Reino de Deus no coração de pessoas capaz de influenciar gerações. Rm 12.1,2

Entretantanto, isso só se concretizará fora da religião. Pois ela é e sempre foi umas das mais eficientes ferramentas luciferianas para tentar confundir e atrapalhar os que querem seguir Jesus de forma sincera e simples.

Para concluir não estamos aqui levantando nenhuma bandeira apologética nem defendendo nenhuma repressão ou fazendo "terrorismo cristão". Mas apenas tentando pensar junto com você uma vida baseada no Evangelho integral de Jesus Cristo que seja para o homem todo e para todos os homens, no objetivo de iluminar e vencer este mundo com a palavra encarnada por Ele. Com isto, desejamos incultir valores e padrões éticos que venham essencialmente do caráter de Seu Evangelho em cada detalhe comportamental da vida, ofuscando qualquer tentativa de influência malígna seja via "Harry Potters" ou outras alternativas de "bruxificação" da realidade.

17 novembro, 2010

BLOGANDO A VIDA!

Comunicamos a todos os leitores deste blog, que muito em breve voltaremos a ativa novamente. Por enquanto deixaremos um video com uma mensagem interessante sobre a vida. Pois agora este blog tomará uma postura mais arrojada quanto a ela. Talvez nesses anos que postamos aqui não tenhamos sido tão integrais assim....não fazendo portanto juz a "teologia integral" em si. Mas podem esperar....este video que estamos postando retrata um pouco do quanto viremos em breve com tudo aqui no blog! E então compartilharemos intensamente a vida de forma integral! AGUARDEM!

Sola Gracia!

21 abril, 2009

Qual a relevância de um novo paradigma missionário com ênfase na justiça e no amor?

A missão a partir de um novo paradigma com ênfase na justiça e no amor, deve inexoravelmente passar pelo crivo de um caráter integral. Isto é: buscando uma transformação na relação do homem e Deus dentro da realidade na qual ele vive e convive com seus semelhantes, sem, contudo, mudá-la de forma preconceituosa tendo como parâmetro outra realidade fora do contexto local.

Um exemplo disso são alguns missionários que ao ir a outras culturas se preocupam mais (mesmo que de modo indireto) em implantar a sua “cultura igrejeira” de origem do que mesmo levar o Deus verdadeiro aquela cultura local. Assim sendo, limitam Deus a uma visão às vezes apenas denominacionalista que restringe o Evangelho de Cristo numa visão meramente humana, presunçosa e muitas vezes até legalista.

Portanto, se temos que relevar um novo paradigma missionário enfatizando a justiça e o amor, devemos antes viver a práxis do caráter de Jesus de maneira integral em meio à sociedade e as diversas culturas do mundo, destruindo por conseqüência seus pontos malignos e restaurando os benignos das culturas através do Evangelho integral de Cristo.

O grande entrave ao meu ver hoje, reside no ponto onde a Igreja deve ser o referencial ético e efetivo da proclamação do Evangelho em meio aos cidadãos deste mundo; mas a prática disto está cada vez mais distante. Pois muitas denominações que se dizem evangélicas e/ou cristãs em vez de tornarem públicas a sua fé, a tornam privativas em torno de objetivos as vezes até egoístas.

Aí você pergunta: Mas temos tantos programas e tvs evangélicas hoje como nunca tivemos no passado....não é esta uma fé evangélica pública?

Seria; se o Jesus pregado não fosse "padronizado" de acordo com a visão privativa ou particular de algumas denominações que parecem mais está vendendo um produto institucional criado por homens do que mesmo proclamando uma fé genuinamente evangélica.

Assim sendo, diante desta realidade exposta, um novo paradigma missionário com ênfase na justiça e no amor é urgentemente por demais relevante. Entretanto, só será possível quando a Igreja de Jesus na América Latina e no Brasil unirem-se em torno de um evangelho sem barreiras e picuinhas denominacionais.

15 março, 2009

Como estabelecer uma relação entre a missio Dei e a globalização religiosa brasileira?

A Igreja católica romana e evangélica brasileira parece ainda carregar um legado “cultural”, deixado inicialmente por missionários do primeiro mundo. Quando aqui aportaram trouxeram junto consigo sua cultura religiosa contendo costumes, tradições e formas comportamentais da sua terra de origem.

Parece que isso gerou com o passar do tempo uma espécie de subcultura religiosa, que com o passar dos anos tornou-se fragilizada e fragmentada. Não obstante a esta realidade, algumas denominações evangélicas e católicas buscam mesmo assim, manter ainda em pleno século XXI sua identidade focada nos seus fundadores de outrora; (a maioria deles foram missionários que vieram da Europa e América do norte a mais de cem anos atrás, no caso da católica a mais de trezentos anos).
Muitas destas denominações evangélicas e católicas, além de manterem sua posição inflexível de não buscar reformar ou atualizar sua teologia engessada há anos, ainda exportam sua teologia e tradição através de pacotes “missionários” para muitos países de um mundo já globalizado.

Sob esse prisma, observo como se deteriorou o verdadeiro sentido da missio Dei na atual conjuntura religiosa brasileira. Tendo em vista que atualmente embora haja o esforço de algumas agências missionárias interdenominacionais em quebrar paradigmas, podemos ver por outro lado uma diversidade de denominações que disputam entre si métodos próprios e individualistas de propagarem cada qual o seu “evangelho” pelo mundo. Isto é, são “Igrejas matrizes” que enviam missionários para implantarem “Igrejas filiais” em outros povos. Estes missionários ao serem enviados, às vezes sem um devido treinamento acabam invadindo culturas por assim dizer; pois tentam em primeiro lugar implantar a denominação em si (com seu “sistema” e “cultura” própria) nestes lugares, e não o Evangelho integral de Cristo.

Deste modo, sob um foco sociológico da realidade do mundo em que vivemos hoje, parece que tanto a Igreja Evangélica e católica brasileira continua repetindo os mesmos procedimentos dos primeiros missionários que vieram ao Brasil. Ou seja, faz-se o caminho de volta com o envio de seus missionários “treinados” na maioria deles dentro de seus respectivos arcabouços denominacionais carregados de dogmas e tradições humanas. Assim fazendo, busca-se uma evangelização enrijecida pelo tempo e que paradoxalmente se distancia do homem. Tudo isto por ignorarem a dinâmica da história que reflete neste início de século no comportamento de uma sociedade que a cada dia torna-se mais moderna, globalizada e desencantada; com uma religião sem magia e cada vez mais desvinculada de sua prática.

Por conseguinte, observo que a missio Dei no Brasil de hoje parece ter sido marginalizada dentro deste universo religioso. Parece que muitas Igrejas estão se curvando ao mercado e em vez de fazerem discípulos do Evangelho (a práxis da missio Dei), estão fazendo consumidores da religião.

Portanto, para se estabelecer uma relação entre a missio Dei e a globalização religiosa brasileira, é fundamental em primeiro lugar que se “globalize” a Igreja cristã brasileira em torno de uma unidade centrada em Cristo e não em visões denominacionalistas. Em segundo lugar que se faça por meio da Igreja cristã Brasileira uma re-leitura do evangelho para a realidade sociológica de hoje. Buscando traduzir de forma contextual a linguagem de Cristo para um mundo contemporâneo. Assim formando discípulos com uma cristologia simples, sem ranços denominacionais e teológicos. Reconstruindo uma Igreja consistente e unida nos moldes da Igreja apostólica de Atos.
Deste modo poderemos estabelecer uma relação entre a missio Dei e globalização religiosa brasileira.
Parece utopia, mas não vejo outro caminho a não ser esse.
Notas:
Este post tem como base teórica o texto:
“Globalização, Religião e Missão. Uma análise sociológica da expansão mundial das igrejas
brasileiras evangélicas e católicas” de Eduardo Gabriel da Universidade Federal de
São Carlos, disponível na internet:
http://www.ces.uc.pt/lab2004/inscricao/pdfs/painel14/EDUARDOGABRIEL.pdf

24 dezembro, 2008

Flagrante de um Natal Contraditório

Poderia falar aqui que o natal é festa pagã, que 25 de dezembro não é historicamente uma data precisa do nascimento de Cristo, que a árvore de natal é produto de uma invencionice idólatra do passado, que o papai Noel tem origem em crendices que vão desde a uma lenda do bom velhinho, seu trenó e suas renas, a relatos de que tudo isto surgiu na figura real de um antigo frade da Igreja Católica apostólica romana canonizado como São Nicolau e...etc...etc...etc.

Mas para este post isso não vem ao caso.


O que me chamou a atenção foi um flagrante que fiz hoje ao chegar aqui em Santa Catarina. Na verdade vim passar o natal e reveillon aqui com minha esposa e tentar descansar um pouco, depois de um ano (2008) bastante corrido, e como ninguém é de ferro estamos dando uma pequena trégua nos nossos compromissos e trabalhos.


Bom, mas voltando ao flagrante, ontem conversando sobre o natal com um pessoal de certa denominação evangélica pentecostal e tradicional aqui de Santa Catarina, falaram-me de certa família tradicional nesta tal Igreja local que, diga-se de passagem, é rigorosa em usos e costumes; e que neste natal enfeitaram a frente de sua casa com o papai Noel. Achei que fosse algo discreto, o que mesmo assim não deixaria de ser uma flagrante contradição da práxis do evangelho, já que papai Noel e Jesus são incongruentes; é como se fossem água e óleo – são incompatíveis.


Mas qual foi a minha surpresa, ao passarmos em frente a esta casa que ficava na direção do lugar que íamos, pude constatar in locu algo muito mais preocupante:


Ali os meus olhos contemplaram uma realidade espiritual sintetizada numa "expressão natalina" que não condiz com o verdadeiro motivo do natal – que é a comemoração do nascimento do nosso salvador Jesus.


O que pude ver foi a fachada de uma casa com vários papais noéis de diversos tamanhos. E o pior: nesta casa que vocês podem ver na foto que fiz questão de registrar para o blog, mora uma família de membros da referida Igreja pentecostal, tradicional e rigorosa em usos e costumes.


A pergunta que faço é a seguinte:


Qual é essencialmente o maior símbolo do natal (tirando os aspectos mercadológicos da data) para quem é cristão?


Mas o que me preocupa mais não é a resposta desta pergunta. É o tipo de espiritualidade expressada em atitudes como esta, representada na foto publicada neste post.


É por isso que hoje comentava para um grupo de pessoas cristãs o seguinte:


Estamos vivendo cada vez mais a "espiritualidade do templo". Onde Jesus está lá no templo (prédio da igreja) chamado de santuário ou igreja e que só me encontro com Ele lá geralmente aos domingos ou em outros dias que tenha algum tipo de programação. Fora dele posso ser inclusive idólatra ou no mínimo irresponsável quanto a adorar Jesus e expressá-lo, a começar de minha casa.


E fiz uma pergunta a eles que aproveito para tornar explícitas outras que estão implícitas a ela; e perguntei:


Será se vocês seriam capazes de colocar um papai Noel na frente do templo de sua igreja evangélica?


Seria isso uma profanação, não? E por que só na minha casa posso fazer isso, ou seja, lá só porque não é um templo não é também profanação? Que contradição é esta? Afinal o templo de adoração a Jesus está apenas no endereço do prédio onde se congrega a sua Igreja ou no seu próprio ser?


[sem comentários]


Para mim este flagrante "natalino" prova o quanto muitos estão vivendo uma lamentável contradição espiritual de inversão de valores.


Portanto aproveito para nesta data onde o mundo pára em torno dela, desejar a todos os leitores deste blog um verdadeiro natal de adoração. Não ao papai Noel e nem ao menino Jesus; mas um natal onde possamos festejar o início da concretização da missão redentora do homem Jesus que começou com o Seu nascimento e culminou com a Sua morte e ressurreição. Conquistando com isto a vitória completa sobre o pecado e satanás, dano-nos hoje o privilégio de usufruirmos da sua Graça e Misericórdia.


Um Feliz natal cristocêntrico!

Só a Deus toda a Glória!

08 dezembro, 2008

O Liberalismo Irresponsável em nome da Graça de Deus

Antes de entrarmos no assunto em questão, gostaria de pedir desculpas aos leitores deste blog pela demora de postagens nos últimos dias. Mas é que devido ao acúmulo de trabalhos e compromissos, somado ao fato de que, sobretudo neste blog gostamos de escrever debaixo de muito temor e tremor diante do Altíssimo. Sem a Inspiração pela Graça dEle, as linhas que se seguem seriam escritas apenas de mórbidas palavras. Por isso nos alegramos em Cristo Jesus, pois é por Ele e para Ele que nos motivamos a escrever neste blog.


Tratamos no post anterior sobre os extremos da realidade evangélica atual em meio a muitas denominações que se auto-proclamam “a Igreja de Cristo”.

Dividimos em dois extremos: um – a clausura denominacional; o outro extremo é exatamente o tema deste post.

Para iniciar nosso pensamento relacionado ao assunto vamos ver um texto bíblico que me chama muito a atenção quanto ao liberalismo irresponsável em nome da Graça de Deus:

Pois certo homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único e Soberano Senhor”. Judas 4 (NVI)

No texto acima está em negrito as palavras chaves que compõem o tema deste post.

Primeiro, vemos Judas fazer uma referência a pessoas ímpias que estavam infiltradas no meio da Igreja de forma dissimulada, isto é, com aparência de cristãos, mas, no entanto negando Jesus Cristo na sua vida prática. Em outras palavras, eram pessoas com discursos de cristão, dizendo-se seguidores de Jesus, mas vivendo à margem de Seu caráter. Ou seja: viviam em função de si mesmas, na tentativa de “justificar” suas atitudes e comportamentos desregrados valendo-se da Graça de Deus.

É por isso que Judas os chama de ímpios, que na acepção da palavra quer dizer o contrário de pio. Isto é: pio segundo o Houaiss vem do latim ‘pius,a,um ' que cumpre o dever, puro, justo, honesto, casto'.

Quando se põe o prefixo im + pio forma-se exatamente o inverso da significância de pio. Ou seja: Ímpio quer dizer aquele que é desapiedado, que não é justo, honesto e nem tão pouco puro.

Entende-se que ímpio pode ser também aquele que algum dia provou ou teve contato direto ou indiretamente com a piedade – que é uma vida pia. Entretanto, este preferiu viver dissolutamente sua vida. Que na prática seria viver a vida de forma independente, liberal e volúvel a iniqüidade, buscando sempre argumentos que “justifiquem” suas ações.

Não foi assim com o filho pródigo? Quando o mesmo após sair de casa com a quantia que havia reivindicado de seu pai como herança, gastou tudo irresponsavelmente. Não medindo as conseqüências da vida, buscou viver sua independência, não só financeira, mas moral, na ânsia de descobrir seus próprios valores de vida? O resultado do complexo de atitudes irresponsáveis deste filho chegou a um estágio deplorável e humilhante nas palavras do próprio Jesus quando descreve: “... Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada”. (Lucas 15.11-16; NVI)

Este exemplo não obstante, no contexto geral do discurso de Jesus referia-se aos judeus e gentios (os não judeus). Entretanto, ao analisarmos de modo particular e específico algumas de suas matizes, parece retratar bem a vida de alguém que um dia estava inserido em um contexto piedoso e que parecia pautado por um caráter devoto a um a padrão justo, puro, honesto e que cumpre seus deveres. Em suma, um contexto de vida pia. Porém este filho pródigo preferiu a impiedade. Preferiu ser “justo, puro e honesto” de acordo com seus padrões – os padrões da arrogância humana infestada pela praga do pecado.

Segundo, vemos Judas tratar estes tipos de homens ímpios que se guiavam por seus próprios padrões libertinos. Pois se utilizavam da liberdade da graça de Cristo de forma irresponsável e interesseira.

O pior desse exemplo para a nossa realidade hoje, é usar esses “padrões” em nome da Graça de Deus.

Era o que os homens a quem Judas se referia como dissimulados e que estavam infiltrados na Igreja de Cristo, tentavam fazer: Perverter a fé do povo na busca de um tipo de evangelho sem parâmetros definidos.

Atualmente nós chamaríamos em linhas gerais isto de “relativismo evangélico”, onde não há limites e nem parâmetros reais que norteiem um caminho cristão autêntico. Para muitas denominações ou as chamadas “igrejas evangélicas”, isto é encarado normalmente por seus líderes que se aproveitam da fé ingênua de muita gente.

Em nome da graça estes tais líderes, como lobos disfarçados de pastores estão pregando um evangelho genérico em troca de momentâneos prazeres e sensações de bem-estar de uma consciência religiosa.

Deste modo, perde-se o referencial genuíno do evangelho de Cristo. Tudo fica como um rio sem margens nem nortes que guie de maneira segura a sua navegação. A conseqüência disso tudo é uma confusão ética-teológica e doutrinária provocando uma inversão de valores quase que generalizada no meio muitas denominações evangélicas.

Surge neste vácuo uma enorme carência de valores cristãos autênticos que rejam as pessoas na direção do caráter evangélico de Cristo.

Pois estes homens (“líderes e pastores”) nas palavras de Judas 12: “... são como rochas submersas... são pastores que só cuidam de si mesmos”.

E aproveito aqui para inserir os legalistas que enclausuram seus rebanhos com “mãos de ferro”. Embora pareçam está na contramão dos liberalistas, existe um ponto em comum que os une: “guiam o rebanho em torno de si mesmo e com motivações próprias”.

Os liberalistas “conduzem” seus rebanhos sem a responsabilidade de guiá-los através do evangelho autêntico de Cristo. Temem confrontar o povo denunciando seus pecados à luz da Bíblia, pois estarão denunciando suas próprias consciências interesseiras e arrogantes, cheia de motivações mercenárias.

Preferem investir no crescimento numérico através de estratégias de marketing religioso que faz de suas “Igrejas” verdadeiras casas de espetáculo e entretenimento. Geram receitas cada vez mais elevadas e patrimônios suntuosos. Esta é a chamada “Igreja de sucesso” que passa a ter uma linguagem cada vez mais empresarial.

Estes tais liberalistas aproveitam-se irresponsavelmente da Graça de Deus. Estes tais são compatíveis com certos homens ímpios que Judas se referiu em sua epístola, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo.

Portanto, aqui está o outro extremo da realidade evangélica atual no Brasil e em alguns países do mundo: O liberalismo irresponsável em nome da Graça de Deus.

Aí vem a pergunta: Depois destes extremos, o que sobra disso tudo?

Sobra o essencial – O Espírito Santo de Deus. Este é o que dá vida a uma liderança. Que a chama e vocaciona verdadeiramente através da Sua Soberana vontade. Que manifesta o Seu poder e autoridade por meio daqueles que se humilham e como servos se posicionam no lugar certo: O CENTRO DA VONTADE DE DEUS.

A partir desta realidade que nunca foi, não é e nunca será extremista sim – é onde encontro inexoravelmente uma realidade cristã autêntica e genuinamente de caráter evangélico. Onde através do corpo de Cristo aqui na terra, a saber, Sua Igreja, comunica-se de fato e indubitavelmente a mensagem da cruz. Este é um remanescente santo em Jesus, que como “cabeça deste corpo” santifica-o e o capacita a cada dia a enfrentar todos os desvios e desmantelos de um mundo pós-moderno desnorteado pelo pecado.

Só a Deus toda Glória.